03. Um filme que passe na Sessão da Tarde e que você adora

Faz tanto tempo que não assisto televisão à tarde que eu juro que não conseguia lembrar de nenhum filme que eu gosto e que passasse na Sessão da Tarde. Então fui ao Sr. Google e digitei ”sessão da tarde+filmes clássicos” para dar uma relembrada. Eis que surgiram os ”Top 20 filmes clássicos”. Aliás, não foi nada difícil. Logo que eu bati o olho na personagem principal eu não tive dúvida. Beetlejuice!! Eis o enigmático, o maravilhoso, o simpático, mas ao mesmo tempo o sinistro: OS FANTASMAS SE DIVERTEM!!

O filme tem a direção de Tim Burton, que demonstra estar no auge da criatividade. Os cenários são incríveis e as personagens são super originais. O clima é soturno, espertamente fantasioso e com as roupas impecavelmente pensadas. Os fantasmas se divertem é pura nostalgia e tem cenas impagáveis. Olha essa: 

PS: Parece que lá vem remake de Beetlejuice, ein!

 

Por trás da foto – Turista ou Viajante?

Artigo originalmente postado no Portal Os Extremos.

TURISTA OU VIAJANTE?: - Travessia dos Matacões – Cabaceiras PB – Foto: André Dib
Uma das minhas fontes de inspiração foi o clássico filme de Bernardo Bertolucci “O Céu que nos protege”, baseado no livro de Paul Bowles, onde o autor traça um paralelo entre o turista e o viajante: O turista busca algo mais superficial, como a diversão a qualquer preço. O Viajante busca vivenciar aquele universo paralelo, aprender, fazer parte daquela natureza insólita e das relações sociais distintas que esse contato oferece. Independentemente do rótulo, e sem querer desmerecer qualquer tipo de viagem, sempre me lembro dessa história quando procuro um roteiro novo. Penso em apresentar algo novo ao leitor, de forma que ele não se prenda, sempre, aos roteiros mais manjados. Se a proposta for praticar alguma atividade por um destino já consolidado, que seja pensada de uma forma mais original. Com isso, estamos sempre na estrada em busca de uma travessia menos conhecida, de uma pedalada inusitada, do alto de uma pedra ou de um morro que ainda não figure nos mapinhas e roteiros pré-estabelecidos.

Nesse sentido, fomos ao interior da Paraíba para compor um novo roteiro para a revista Aventura & Ação, em busca do Lajedo do Pai Mateus, um incrível lajedo de granito ornamentado por rochedos colossais e milhares de pinturas rupestres. Esse cenário agreste, já conhecido nas telas do cinema brasileiro, foi palco de grandes filmes nacionais, como “Cinema, aspirinas e Urubus”, “O Auto da Compadecida” entre outros filmes e tele novelas rodadas no município de Cabaceiras. Região que se apresenta como a mais seca do Brasil, com índices pluviométricos abaixo dos 300 mm anuais.

A proposta era pedalar por trilhas pouco conhecidas no cenário nacional e fecharmos com uma travessia a pé, ainda inédita: A Travessia dos Matacões. Esse caminho que corta três grandes lajedos pelo Cariri Paraibano, é constituído por gigantescas pedras de formas instigantes, entremeadas por jardins eriçados de cactos. Nesse caminho pudemos presenciar as marcas deixadas pelo homem pré-histórico, num roteiro que irá se tornar, certamente, uma das grandes jóias do ecoturismo do Brasil.

02. Um filme que marcou a sua adolescência

Terrence Malick também dirigiu ''A Árvore da Vida''

Além da linha vermelha foi o primeiro filme que assisti e que trouxe ao cotidiano da guerra lembranças sensíveis e questionamentos do porquê de tudo aquilo. Da essência da dúvida à brutalidade das cenas, ”Além da linha vermelha” traz à tona a intranquilidade sadia. Com uma trilha sonora impecável, o drama do diretor Terrence Malick (A Árvore da Vida) tem um elenco de peso, contando com nomes como Sean Penn, Ben Chaplin e George Clooney.

Absolutamente um dos melhores filmes sobre a II Guerra Mundial. 

01. Um filme que lembre a sua infância

Meses atrás eu comecei o Desafio dos 30 livros. Agora estou começando o este desafio, e esse realmente vai testar minha memória: lembrar de 100, sim, 100 filmes. Voilà, começamos do início: um filme que lembre minha infância.

Alguns vieram à minha cabeça, como E.T. – O Extra Terrestre e até O Exorcista. Sim, isso mesmo. Eu assisti o filme de William Friedkin quando tinha apenas 6 anos e estudava a primeira série em Cruz Alta (RS). Pura influência do meu tio Renato, que ainda me apresentou O bebê de Rosemary, A profeciaA noite dos mortos vivos e, alguns anos mais tarde, a saga Star Wars.

Nunca me esqueço a famosa cena em que a moça Regan gira a cabeça. Quando estava na metade e meu coração já batia aceleradamente, meu tio vira para mim e diz calmamente: ”acho melhor tu fechar os olhos. eu aviso quando tu puder olhar.” Óbvio que fechei e não quis abrir até ele falar que a cena já tinha acabado. Lembro da trilha sonora me apavorando. Aliás, assistíamos esses filmes à noite, o que contribuía para o clima de terror. Os filmes de zumbis não me assustavam, e esses eu até achava engraçado.

Enfim, fora essa parte incomum da infância, o filme que lembre a minha infância é Meu primeiro amor (My Girl). Esse filme lembra os passeios de bicicleta nas tardes de verão em Tupanciretã (RS) e as inúmeras vezes em que o longa passou na Sessão da Tarde. Longas férias imaginando o primeiro beijo. Não havia tédio, não havia medo, nem enquanto eu caminhava em cima de muros de dois metros – e que logo iria evoluir para pontes de trilhos de trem (quem diria que hoje sinto medinho de altura).

A trilha sonora é impecável, sendo a minha preferida essa canção aí ó:

O homem e a morte

Manuel Bandeira


O homem já estava deitado

Dentro da noite sem cor.

Ia adormecendo, e nisto

À porta um golpe soou.

Não era pancada forte.

Contudo, ele se assustou,

Pois nela uma qualquer coisa

De pressago adivinhou.

Levantou-se e junto à porta

- Quem bate? Ele perguntou.

- Sou eu, alguém lhe responde.

- Eu quem? Torna. – A Morte sou.

Um vulto que bem sabia

Pela mente lhe passou:

Esqueleto armado de foice

Que a mãe lhe um dia levou.

Guardou-se de abrir a porta,

Antes ao leito voltou,

E nele os membros gelados

Cobriu, hirto de pavor.

Mas a porta, manso, manso,

Se foi abrindo e deixou

Ver – uma mulher ou anjo?

Figura toda banhada

De suave luz interior.

A luz de quem nesta vida

Tudo viu, tudo perdoou.

Olhar inefável como

De quem ao peito o criou.

Sorriso igual ao da amada

Que amara com mais amor.

- Tu és a Morte? Pergunta.

E o Anjo torna: – A Morte sou!

Venho trazer-te descanso

Do viver que te humilhou.

-Imaginava-te feia,

Pensava em ti com terror…

És mesmo a Morte? Ele insiste.

- Sim, torna o Anjo, a Morte sou,

Mestra que jamais engana,

A tua amiga melhor.

E o Anjo foi-se aproximando,

A fronte do homem tocou,

Com infinita doçura

As magras mãos lhe cerrou…

Era o carinho inefável

De quem ao peito o criou.

Era a doçura da amada

Que amara com mais amor.

Lista de presente 26 anos

Ano passado eu fiz uma lista de presentes. Nela, constavam um guia de viagens (e na época ganhei um do Marrocos) e passeios de bicicleta. Alguns pedidos eu consegui – alguns mais por vontade minha do que por presente, mas outros ainda são pendentes.

Neste ano a lista está no mesmo tom, mas com algumas angústias (como diz o Santiago) a mais. Em 2011 eu queria ir a um cinema 3D, coisa que fiz e não gostei. Nossa, Júlia, como assim? Simples, eu fiquei com vertigem quando os movimentos eram muito rápidos ou frequentes. Os livros sobre viagens continuam sendo os meus preferidos. Em 2011 eu li ”No ar rarefeito”, de Jon Krakauer e adorei. Então, livros on the road ou guias de viagem ainda são presentes bem vindos. Também na lista de pedidos realizados estão os diversos pães caseiros da Dona Maria, da comunidade de São Marcos, e da Regina, lá do assentamento Carlos Marighela.

Na lista de pedidos não realizados estão os acampamentos, já que minha barraca semi-nova está praticamente sem uso. Também a florisbela, bicicleta roxa para passeios, ficou abandonada em 2011. Eu já estou tomando providências para as duas pendências :)

Eu quero para meus 26 anos encontros com os amigos, um guia de viagens da região de Mendoza (Argentina), passar o carnaval longe de Santa Maria, praticar ioga, continuar com minha coleção de cartões postais (aceito trocas), voltar a jogar vôlei no Parque Itaimbé e o resto são pedidos mais íntimos – esses anseios que nos fazem acordar cedo pela manhã e, com vontade e consciência, respirar.

PS: Coisas ruins dos 26 anos – você não é mais considerado jovem para as estatísticas, mas isso é o de menos. O ruim mesmo é não ter acesso aos milhares de descontos que as pessoas de até 25 anos têm. Mas é isso, é a vida!