Fotógrafo que registrou monge em chamas nos anos 1960 morre aos 81 anos

A imagem do monge em chamas registrada por Browne gerou repercussão em todo o mundo (Foto: Malcolm Browne/AP/Arquivo))

Da AP

O fotógrafo Malcolm W. Browne, ex-correspondente de guerras pela agência Associated Press e pelo jornal “The New York Times”, faleceu nesta segunda-feira (27) em um hospital de New Hampshire. Ele foi o autor da fotografia icônica de um monge em chamas no centro de Saigon (Vietnã) em 1963, que fez a Casa Branca reavaliar criticamente sua política frente ao país asiático.

A morte foi anunciada pela esposa de Browne, Le Lieu. Eles moravam não muito longe do hospital, em uma casa em Thetford, no estado americano de Vermont. O casal se conheceu em Saigon.

Foto histórica
A Guerra do Vietnã teve início depois que um golpe de estado tirou do poder o presidente Ngo Dinh Diem, do Vietnã do Sul. O golpe teve o apoio subentendido dos EUA por conta de uma mudança da política americana para com o Vietnã, e as fotografias do monge em chamas feita por Browne teriam influenciado nisso.

Durante a cobertura em Saigon, diversos repórteres ocidentais foram alertados sobre um monge budista que pretendia atear fogo a si mesmo em praça pública em protesto contra o regime de Diem, que era pró-Catolicismo. Mas apenas Browne acreditou no aviso e foi ao local cobrir o ocorrido.

Retirado do G1

 

O fotógrafo posa com a imagem de sua autoria após receber prêmio do World Press Photo de 1963 em Haia, Holanda (Foto: AP/Arquivo)

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