Produtividade: viciado em redes sociais?

Eu não sou uma pessoa noturna. Quando era adolescente eu varava a madrugada lendo e navegando na internet (fazendo festa também), mas hoje as coisas mudaram um tanto. E bota tanto nisso. Meu relógio biológico está acertado para que às 22h eu passe a sentir os olhos pesados (hoje o negócio está feio e é 20h e eu já estou sonolenta). Normalmente eu não durmo nesse horário, pois há muitas tarefas, leituras do mestrado, transcrições, filmitos e coisas da vida pessoal que me fazem ficar acordada. Em um dia normal, eu acordo às 7h, quem sabe às 8h30 nos finais de semana. Eu, que adorava ler antes de dormir, hoje consigo firmar os olhos em uma ou duas páginas. Mais de uma vez dormi com a luz ligada e com o livro caído ao lado do corpo. Insônia não é a palavra da vez.

A partir da experiência de acordar cedo, eu pude aproveitar mais a manhã e garanto: esse período rende bastante, mas é uma questão de mudança de atitude, de hábito. No ano passado eu exagerava, já que chegava a acordar às 5h ou 6h da manhã somente para fazer mais coisas durante o dia (o tempo era mais curto e a taquicardia mais constante). Após ler os artigos da Kate sobre o que fazer para aumentar a produtividade das manhãs e este artigo maravilhoso sobre o tempo que perdemos na internet, resolvi divagar sobre o assunto. É óbvio que eu acho que o ócio criativo é essencial e a internet é bacanérrima para isso. Mas quem aí nunca ficou mais de duas horas perdido nas redes sociais e em sites que não te levaram a nada? E tudo isso com o BrOffice ou o Word aberto com aquela resenha para fazer?

Em março deste ano eu resolvi ficar longe do Facebook e do Twitter. Após quase dois meses eu recomecei a utilizar o Facebook, mas o Twitter eu abandonei. Eu acho isso bom, pois acessar essa rede social era a primeira e a última coisa que eu fazia no meu dia. Imagina, eu acordava, pegava o celular que estava embaixo do travesseiro e já conectava. Antes de dormir eu teclava até dormir. Exagero sem limites! O Facebook eu utilizo bem menos, mas tenho a intenção de não utilizar novamente. Por que tudo isso? Durante algum período da sua vida, no meu caso a qualificação do mestrado, o uso das redes sociais somente iria atrapalhar o pensamento na escrita. A mesma coisa acontece com a internet. Há pessoas que indicam a utilização de um computador sem conexão com internet para que a pessoa mantenha o foco. Exageros à parte, se você tem problemas com concentração, essa é uma boa dica.

Se você quer saber como navega no cotidiano, o bacana é acessar esse site, onde pode baixar o programa Rescue Time. Ele vai te mostrar quantas horas você fica navegando em determinado sítio. Não precisa registro, basta logar com o google, facebook ou twitter. Se você usa Firefox, pode fazer download desse aplicativo para bloquear alguns sites em alguns períodos – horas.

O que importa é usufruir da internet sem ser escravo dela. Participar de fóruns, das redes sociais, fazer suas pesquisas, procurar receitas culinárias e ouvir músicas no YouTube. No entanto, é importante saber que a discussão do fórum também ocorre em mesa de bar, que as redes sociais existem fora do computador – na escola, no trabalho, que a investigação de campo ou em uma biblioteca é uma delícia, que sua avó sabe receitas magníficas de um bolo de cenoura com mel e que os discos de vinil do seu pai ainda funcionam.

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