73. Um filme que o protagonista seja uma criança

Buenos Aires, 1960. Valentin (Rodrigo Noya) tem oito anos e dois grandes sonhos: ser astronauta e conhecer sua mãe, que evaporou do mapa desde que seus pais se separaram. Suas esperanças em ter uma mãe crescem quando seu pai, um homem ocupado e ausente, encontra uma namorada sensível e que leva Valentin para passear, tomar suco e ir ao cinema.

Para quem pensa que é somente mais um filme sobre a infância, enganou-se. Leiam os fragmentos do filme (retirado do blog 50 anos de filmes):

A câmara passeia pelo quarto do garoto Valentin, aquela bagunça de quarto de criança; passa por ele – o espectador vê o garoto rapidamente, de perfil -, continua focalizando objetos, enquanto a voz dele, em off, diz o seguinte:

– “Olá. Eu me chamo Valentin. Tenho oito anos. Além de ir à escola, construo, em minha casa, coisas de astronáutica. Faço foguetes; estou trabalhando num traje espacial. Coisas desse tipo, entendem? Por outro lado, minha família é humilde e não tem dinheiro suficiente para me mandar para a Nasa. A única coisa que me preocupa é um detalhe físico.”

Nesse exato momento, a câmara pega Valentin se olhando no espelho – um garotinho pequenino, com óculos gigantescos.

– “Minha visão é cem por cento, não é disso que me queixo. O problema é o ângulo.”

Valentin tira os óculos e vemos que ele é bem vesgo.

”Mas dizem que não é tão necessário para os astronautas enxergar* direito.”

*O original do blog estava olhar.

O trailer é bem legal. Assiste aí:

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