essa é uma história

meu irmão e seu mar branco

apaixonada por pessoas, percorro inúmeros quilômetros, conheço cidades, continentes e desconhecidos. sozinha ou acompanhada, não importa. gosto de conhecer pessoas em seus ambientes, suas cidades, suas casas, seus bosques, suas fazendas, pequenos imóveis, onde estiverem. guardo suas histórias num baú imaginário, são relíquias do universo, meu pequeno grande universo. não temo pegar trem (viva as milhas!), avião ou ônibus sozinha, talvez só carro como caroneira.

gosto de sentir no peito o vazio de ser parte do desconhecido.

gosto de desbravar, por mais que inúmeras pessoas já fizeram o mesmo, eu ainda não fiz, não com minhas lentes, minhas botas, meus dedos curiosos que deslizam pelas paredes irregulares de uma ruela escura. por isso é único e intimista.

não pretendo ser cidadã global (que é isso, afinal?). no final de tudo, eu volto para santa maria da boca do monte, para a mesma rua que moro há sete anos e pego o mesmo ônibus lotado, todos os dias, ida e volta, acompanhada da leitura de um livro pocket. coisa boa não sofrer de labirintite e não temer querer mais.

vazio seria, e é agora, quando não se deseja muito além da satisfação básica humana, como sono e alimentação.

lendo: kerouac

ouvindo: drexler

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